terça-feira, 21 de abril de 2009

Segundo Piloto

A cobrança sobre os segundos pilotos das equipes da F-1 tem sido imensa. Nos anos que se passaram, as grandes equipes, leia-se: Ferrari, Williams, Renault, McLaren, dominavam o circo e até davam preferência para ter um piloto principal e outro como escudeiro. É mais fácil dar atenção total a um piloto do que dividi-la entre dois pilotos Além disso, sempre tiveram mais condições para contar com os melhores e mais experientes. Entretanto, com a limitação de testes e a inversão que ocorreu na tabela, colocando as equipes pequenas como candidatas ao título, as grandes passaram a ter a necessidade de que os dois pilotos tenham forte desempenho nos treinos e nas corridas. Aliás, não somente as grandes, mas também as próprias ascendentes. Grandes pilotos que se encontravam nas pequenas equipes agora têm condições de levá-las até a uma disputa de título. Qual o reflexo dessa situação? Justamente a cobrança de que ambos tenham o mesmo desempenho ou performances muito próximas. A fórmula um de hoje não tem tempo para ensinar o caminho das pedras para ninguém. O piloto tem que chegar lá e acontecer e, os que lá estão também têm que mostrar que, além de experientes, são suficientemente rápidos para lá se manterem. Isso tudo pode levar a uma abertura de caminho para pilotos que buscam ascender à F-1. Pode ser então que esse panorama de circo fechado mude e dê lugar a um processo de oxigenação da categoria. Ou seja, se Button disputar o título e Barrichello não, este sai e dá lugar a outro. Se Alonso continuar andando muito mais que Piquet e este continuar sem demonstrar resultados, ocorrerá a mesma coisa O mesmo se diga em relação ao Nakajima, Bourdais, Fisichella, etc. Enfim, tudo isso associado à redução de gastos poderá conduzir a categoria a uma F-1 realmente dos melhores e não tanto dos que têm mais dinheiro. Assim, acredito muito na possibilidade de se abrirem, pelo menos, quatro ou cinco novas vagas de agora até 2010. Surgem, desde já, os nomes de Bruno Senna, Lucas Di Grassi, entre outros, como aspirantes a essas vagas. Se durante anos tivemos a F-1 do Schumacher, hoje ela é do Massa, do Alonso, Hamilton, Vettel, Kubica, Heidfeld, Rosberg, Glock, Buemi, Sutil e até do Button. Barrichelo e Raikonnen estão mais para o time do Fisichella (e o Coulthad é o técnico).

Nenhum comentário: