terça-feira, 30 de junho de 2009

Especulações

Um jornal Espanhol publicou uma matéria sobre a ida de Alonso para a Ferrari. O anúncio seria feito em Monza. Não duvido que isso aconteça. Alonso anda muito quieto, demonstrando quase que um conformismo diante da situação da Renault. Alonso não é de se conformar. Ele não estaria tão tranqüilo se tivesse que amargar mais um ano andando no meio do pelotão guiando os carros de Briatore. No mínimo estaria buscando desenvolver o carro de 2010. Entretanto, o que se vê é um Alonso tranqüilo e descompromissado, como se estivesse somente esperando o ano terminar. Diante de tal panorama, não vejo como impossível a ida do espanhol para a Ferrari. Kimi Raikkonen não está andando nada há dois anos e poderia ter seu contrato rescindido, mesmo que sob pena de multa, pois isso não é nada para o Banco Santander, patrocinador da equipe italiana no próximo ano. As coisas ficariam complicadas para Felipe Massa. Se o brasileiro tivesse conquistado o título do ano passado, poderia garantir, pelo menos, igualdade de tratamento. Ocorre que isso não aconteceu, não por sua culpa, como sabemos, mas por culpa da atrapalhada Ferrari. Assim, é natural que Alonso imponha no contrato seu currículo de bicampeão. Se a Ferrari etivesse, neste ano, nas mesmas condições do ano anterior em relação ao resto do grid, Felipe Massa seria o mais provável campeão. Mas esse ano pode ser esquecido. A própria Ferrari já afirma que iniciará o projeto do carro de 2010 o quanto antes. Assim, a equipe italiana virá com tudo para o próximo ano, com um carro vencedor digno do nome que ostenta. Se a dupla for mantida, o título será disputado por Massa. Se Alonso for confirmado, Felipe terá que provar que realmente entrou para o time dos "top team", mesmo sem igualdade de tratamento.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Silverstone

O GP de Silverstone mostrou que ainda há uma pequena esperança de que o campeonato saia desse marasmo. A esperança está no carro da RBR e nas mãos de Sebastian Vettel. O alemão não apenas dominou a corrida, mas demonstrou uma superioridade massacrante sobre os adversários. É rápido e consistente, erra pouco e já tem vitórias em Monza e Silverstone anexadas ao currículo. É um grande piloto. Está certo que a Brawn teve um fim de semana atípico e irá se recuperar. Porém, ambas as equipes estarão, no mínimo, em pé de igualdade em Nurburgring.

A Ferrari continua tentando recuperar-se e Felipe Massa tem sido vital para a motivação da equipe. O quarto lugar após ter largado em décimo primeiro mostrou que Felipe encontra-se em excelente forma. Foi mais rápido e consistente do que seu companheiro de equipe que somente chegou em oitavo. Fez uma excelente largada e a ultrapassagem sofrida seria mesmo inevitável já que estava vinte e cinco quilos mais pesado que Button, que tem nas mãos o melhor carro da F-1. Ainda assim chegou à frente deste e poderia até ter chegado ao pódio. Entretanto, o quarto lugar foi uma vitória.

Se Massa estivesse na Brawn, as coisas seriam diferentes para Button. Hoje podemos observar que Felipe Massa é tão rápido quanto Hamilton e erra menos este. Tem a vantagem de ser mais experiente que Vettel e, embora não seja tão completo quanto Alonso, Massa é um piloto campeão. Só precisa de um carro competitivo.
Barrichello chegou, pela primeira vez neste ano, à frente de Button. Ainda assim, a sua volta mais rápida na prova foi duzentos e cinqüenta milésimos mais lenta que a melhor volta de seu companheiro. Não foi impressionante e somente cumpriu a tabela de maneira um pouco menos inócua que seu companheiro. Com a RBR andando o que andou, não tinha como fazer melhor. Porém, para não perder o hábito, atribuiu algumas de suas dificuldades a dores nas costas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Moto GP

Em tempos de monotonia na F-1, que nos remete ao ano de 2004 quando Michael Schumacher venceu treze corridas na temporada, foi ótimo assistir à etapa da Catalunha da Moto GP. O campeonato está empatado entre Rossi, Stoner e Lorenzo e a corrida foi mais uma prova da incrível capacidade de Valentino Rossi de superar a si próprio. Um pega espetacular do início ao fim, principalmente nas últimas voltas, quando Rossi e Lorenzo revezaram-se na primeira posição até a ultrapassagem final, executada de forma magistral pelo italiano, no limite, freando além daquilo que qualquer piloto experiente poderia esperar como possível.

Seguimos aguardando por mais um passeio de Jenson Button. Se nas condições normais já é difícil de superar o conjunto Button/Brawn, imagine com o inglês sendo embalado pela sua torcida. Barrichello, ao invés de ficar quieto, fica alimentando esperanças no público leigo afirmando que Silverstone é um circuito ótimo para ele. Mônaco também era. O pior de tudo vai ser aturar certos narradores afirmando que o Rubinho se diverte quando anda lá atrás. A Globo deveria transmitir as corridas aos sábados, no horário do programa ?Zorra Total?, pois ele deve ser um grande comediante.

E Massa aguarda mais um pacote! Daqui a pouco vai ser melhor ele ir trabalhar num supermercado. Vai Pedir vaga pro Pedro Paulo lá no grupo do papai.

Kubica afirmou que Silverstone será bom para a BMW. Ou ele á um grande gozador ou está bêbado! Estão todos virando verdadeiros ?palhaços? trabalhando para a Brawn GP, dona do circo.

A F-1 começou bem e agora está um tédio. O único que tem equipamento para competir com o Button é o Barrichello. Só o brasileiro nem oferece perigo. Ainda que o Button não viesse a correr o resto do campeonato, não dá pra levar fé no Rubinho. Até o Nick Fry apostaria no Vettel!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mônaco com "M" de Massa

Felipe Massa mostrou novamente a forma exuberante de guiar que lhe é peculiar. Se não tivesse sido atrapalhado em sua volta rápida no treino ele teria saído, no mínimo na primeira fila. E todos podem ter certeza de que, guiando como guiou, ele venceria a prova. Massa não teve sorte quando, próximo de seus pit stops, alguns de seus rivais voltaram exatamente à sua frente o que freou seu desempenho. Entretanto, quando teve pista livre ele andou muito e fez seguidas voltas mais rápidas O brasileiro foi o mais rápido e o mais veloz da pista. Todos nós sabíamos que Vettel pararia mais sedo. Felipe poderia ter esperado para ultrapassá-lo? Sim poderia. Mas essa não é a característica dele. Massa sentiu que se passasse pelo alemão naquele início de prova, no mínimo iria colocar os pés no pódio. Disso tudo, o importante é que a Ferrari evoluiu muito e agora iremos para a Turquia com muita esperança de que lá Massa volte a vencer. Ele é o rei da Turquia!

OBINA NÃO É ROMÁRIO E BARRICHELLO NÃO É SHUMACHER

Quando falei dos treinos e da pole de Jenson Button em Mônaco eu disse que o repertório de desculpas do Rubens Barrichello já estava escasso e que não havia justificativa para a diferença de performances. E não é que o Barrichello apareceu com mais uma! Ele disse que não teve bom desempenho por problemas no "cinto de segurança". Ninguém agüenta mais isso! Rubinho sempre tem problemas! Será que é só com ele? Será que ninguém mais tem problemas? Ou será que o problema é ele?

O problema de Barrichello e que ele não sabe contornar os próprios problemas. Qualquer óbice que ocorra para outros pilotos é suprido ou compensado por eles de alguma forma. Rubinho tem que ter tudo certo o tempo inteiro. O Senna ganhou uma corrida sobre chuva guiando quase dez voltas só com a sexta marcha. Schumacher, em seu último GP de F-1, foi tocado pelo Fisichella no início da segunda volta, parou nos boxes, voltou em último, uma volta atrás, e se tivesse mais uma volta de corrida ele teria chegado ao pódio. Rubens Barrichello faria isso?

A verdade é que Jenson Button está bem mais rápido e consistente. Venceu cinco de seis provas enquanto Rubens está aí contando com a sorte para não perder posições para os carros da Ferrari. Lamentável para quem tem aquele equipamento.

Eu que sou piloto amador e sinto o peso da idade quando piloto Kart. Sinto que os reflexos e a capacidade física não são mais as mesmas e tenho que me esforçar mais para ter ritmo de corrida. Imaginem um piloto profissional de 37 anos que guia um F-1? AH! Alguém vai dizer: o Schumacher pilotou até os 38 anos! Eu respondo: o Romário foi artilheiro com 40! Só que Barrichello não é Schumacher da mesma forma que Obina não é Romário! Schumacher e Romário só precisavam de uma ínfima chance para vencerem. Barrichello e Obina nem com reza de mãe-de-santo baiana.

Tenho um palpite de que o Alonso pode ir pra lá em 2010. Basta que a Brawn ser campeã e isso é o mais provável.

sábado, 23 de maio de 2009

Treino em Mônaco

Mais uma vez o inglês Jenson Button mostrou o quanto merece estar na liderança do campeonato. Ao contrário de Barrichello, Button fala pouco e anda muito. Os resultados vêm demonstrando que o britânico é mais rápido que o brasileiro e as desculpas que justificam a diferença de desempenho estão cada vez mais escassas.

A Ferrari na primeira fila não me surpreendeu. O carro teve ótimo desenvolvimento e, neste ponto, a equipe está de parabéns. A presença de Raikkonen à frente de Felipe Massa foi mera obra do acaso. O Felipe foi mais rápido durante todo o fim de semana e só não conseguiu ficar na primeira fila porque foi atrapalhado por uma RBR na segunda volta lançada. Em Mônaco, o aquecimento ideal dos pneus tem sido obtido na segunda volta rápida. Na primeira, Massa foi mais rápido que Kimi. Porém, na segunda, o finlandês teve mais sucesso, pois não teve tráfego.

Ainda assim, acredito que Massa poderá fazer uma grande prova, pois Vettel está mais leve e não deverá atrapalhá-lo. Além do mais, o alemão deverá partir para cima do Barrichello e irá parar mais cedo nos boxes. Pode ser que sobre alguma coisa boa para o Felipe.

Temos que levar em conta que, dos carros que estão na frente, somente os Ferrari têm o kers, que poderá ser útil na largada e na saída do túnel numa eventual tentativa de ultrapassagem.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

No Fio da Navalha

É indiscutível que para ser rápido em Mônaco é preciso andar pendurado o tempo inteiro. E o que vimos no treino desta quinta foi certa ressurreição daqueles pilotos que normalmente andam no fio da navalha e estavam andando atrás por conta do equipamento. É claro que os Brawn continuam fortes, mas a Ferrari, McLaren e Renault vão ressurgir nas mãos de Massa, Hamilton e Alonso. Não podemos esperar milagres, mas certamente a disputa pela pole não será tão fácil para Brawn e RBR. Está tudo na base da especulação, mas acho que os citados pilotos podem reduzir a diferença de equipamento na base do talento.

FERRARI

Dá gosto ver o Felipe guiando. Diversamente de outros que vivem reclamando da vida, Felipe Massa anda muito e, se há alguém devendo nessa história, esse alguém é a Ferrari. Massa tem crédito de sobra na equipe e não poderia ser diferente. Além do mais, a Ferrari evoluiu muito no último mês e, sem dúvida, a contribuição de Felipe foi imensurável, tanto no desenvolvimento do carro quanto nas palavras proferidas diante das turbulências vividas pela equipe fora pista.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Até o Fry !

Nem a própria equipe confia no Barrichello. Por que será? Brawn fala que ele é lento e o Nick Fry agora diz que a disputa do título será entre Button e Vettel. Se a Brawn tem superioridade massacrante sobre as demais (basta observar a tabela do campeonato) e ainda assim, mesmo com Barrichello em segundo, Nick Fry acredita que quem vai disputar o título com o Button é o piloto de outra equipe, qual a opinião que o subchefe tem sobre o brasileiro? Eles têm tudo na mão. A telemetria não mente. São ingleses e podem até vir a privilegiar o piloto inglês como a Williams fazia no tempo de Piquet e Mansell. Entretanto, Piquet é Piquet e deu o seu jeito. Ocorre que, até então, Rubens tem se mostrado mais lento e bem menos competente que o Jenson. Está na hora de esconder o set up como Nelsão fazia com Mansell, pois ele está quase dois décimos mais lento nos treinos e quase meio segundo na corrida. Rubens fala demais e anda pouco. Põe culpa em tudo e agora é a vez dp simulador. É um privilegiado por ter guiado em cockpits de carros vencedores. Ocorre que ele nunca conseguiu ser vencedor na F-1.

A DIFERENÇA ENTRE BARRICHELLO E HAMILTON

Lewis Hamilton conseguiu quatro vitórias e cento e nove pontos no primeiro ano de McLaren e disputou o título correndo contra Fernando Alonso (com o mesmo equipamento) e as Ferraris de Massa e Raikkonen. É a metade do número de vitórias que Barrichello obteve em seis anos de Ferrari correndo somente contra seu companheiro de equipe Preciso dizer mais alguma coisa?

terça-feira, 12 de maio de 2009

GP da Espanha

Após a volta 45 um filme passou pela minha cabeça, os tempos em que a Ferrari vencia o campeonato com 6 ou 7 corridas de antecedência, usando e abusando dos recursos, sejam eles corretos ou não. Por mais que Rubinho insista em dizer que a Brawn não favoreceu Jenson Button, fica difícil não pensar em mutreta ainda mais quando os protagonistas voltam a ser Rubens Barrichello e Ross Brawn.

Mesmo com um circuito propicio a grandes pegas, a corrida foi um pouco monótona, comparada as etapas anteriores. Destaque para as ultrapassagens de Rubinho e Massa na largada, e Fernando Alonso, que correndo em casa, rendeu algumas ultrapassagem ao publico espanhol.

Ainda sobre monotonia, a próxima corrida é em Mônaco, que apesar de um belo cenário, nos últimos anos, junto com o Gp da Hungria, é considerada a prova mais chata da temporada, devido à pista estreita e pouca agressividade dos pilotos. Mas diante de belos espetáculos este ano, estou ansioso para a corrida, vai que São Pedro ajuda e derruba uma água por lá...

Grande Abraço a Todos

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Culpa é do Galvão ? Opinem...

O Galvão Bueno é um grande narrador e virou uma espécie de entidade da televisão esportiva nacional. Entusiasma, torce, cria polêmicas, mas, involuntariamente, ele acaba prejudicando aqueles que ele próprio deseja ajudar. Na minha opinião, o Galvão Bueno tem muita responsabilidade pela crítica pejorativa e vexatória feita a Rubens Barrichello pela imprensa e pela sua não aceitação junto aos fãs do automobilismo nacional. Exemplo claro está na narração do GP da Espanha. A cada volta rápida que Rubens fazia logo no início da prova o Galvão esbravejava dizendo: ?está sentando a bota, Rubens Barrichello!? A corrida estava no começo e ele afirmando: ?ele sabe que ele precisa disso para buscar o título!?. Narrando a corrida dessa forma ele gera uma expectativa imensa para o público leigo. Já o público conhecedor de F-1 fica abismado quando ele narra a quinta volta como se fosse a última e o brasileiro estivesse próximo da vitória. Sabemos que ele quer colocar emoção e entendemos tal postura. Por isso ele é o Galvão. Mas quando tal postura é adotada prematuramente ou demasiadamente e a realidade não corresponde, a decepção vem maior e mais forte do que a expectativa.

Rubens Barrichello tem grande sensibilidade de pés e mãos e sem dúvida alguma se adaptaria muito bem a um automobilismo mais visceral e menos tecnológico como é o caso da Stock Car Percebemos que ele vai muito bem na chuva, quando é preciso ser sensível na aproximação de curva e retomadas de aceleração. Mas quando na corrida o piso está seco e é preciso ser rápido, como já disse Piquet, "ele é mais lento que os ponteiros".

Para melhor esclarecer eu costumo exemplificar criando uma espécie de escala da seguinte forma:

Nível 1

Senna e Schumacher: encontravam o limite do carro e tocavam tal limite. À partir de então, utilizavam-se da força mental, capacidade de concentração, técnica e talento, para irem um pouco mais além. E conseguiam fazer isso por várias voltas consecutivas o que pulverizava qualquer esperança de seus adversários. Quem não se lembra do alemão em suas voltas antes do pit stop?

Nível 2

Piquet (pai), Prost, Lauda: encontravam o limite do carro e conseguiam se manter constantes guiando em tal limite. Sabiam levar o carro ao extremo da performance, mas somente utilizavam-se de tal recurso no momento certo, quando necessário. Preferiam ter controle do começo, meio e fim de corrida otimizando o uso do equipamento.

Nível 3

Nigel Mansell, Lewis Hamilton, Felipe Massa, Rosberg (pai): extremamente rápidos. Ás vezes tanto quanto os de nível 1, mas menos constantes e calculistas que os de nível 2, o que os coloca no nível 3.

Nível 4

Berger, Naninni, Capelli, Button, Raikkonen, entre outros: rápidos, mas um pouco aquém do limite, só o atingindo efetivamente em algumas voltas lançadas de classificação. Dois a quatro décimos mais lentos que os dos níveis acima. Vencem com boa estratégia, bom acerto e um bom carro.

Nível 5

Barrichello, Patrese, Alboreto, etc: tudo tem que dar muito certo para que eles consigam um grande resultado. São de dois a cinco décimos mais lentos na classificação e de quatro a oito décimos mais lentos em ritmo de prova. Precisam de bom carro e boa sorte.

Existem outros pilotos que encaixariam nos diversos níveis, mas o rol é meramente exemplificativo.

Assim, não há como gerar expectativa exacerbada sobre alguém que depende mais da sorte do que da velocidade e rapidez para vencer.
Por isso, toda e qualquer estratégia dava certo para Schumacher e quase nenhuma dava certo para Barrichello. Se Schumacher vencia, Rubens tinha que chegar em segundo, mas isso não acontecia. Várias vitórias de Schumacher aconteciam enquanto Rubens chegava em quinto e ficava dando desculpas e culpando o mundo pelo seu resultado. O mesmo está acontecendo em relação a Button. Por isso Ross Brawn ficou desapontado e afirmou que Barrichello foi lento na Espanha. Numa estratégia de três paradas ele esperava que o brasileiro fizesse as vezes do alemão queixudo, coisa que ele nunca fez.
Vamos torcer então para que ele tenha muita sorte.

Quanto à corrida, não vou mais falar nada sobre a Ferrari. Basta verificar as postagens dos últimos dois anos. Falo de Massa que andou muito e conseguiu nos dar a esperança de que ele irá ganhar ao menos uma corrida.

Estou cansado e o resto eu comento depois.

Um abraço.

domingo, 26 de abril de 2009

Foi a costela

Quatro corridas e, pela quarta vez, Jenson Button chega à frente de Rubens Barrichello. O problema agora deve ter sido a costela queimada do Rubinho. Acho que alguns narradores e comentaristas realmente acreditam estar transmitindo corridas para leigos. Rubens Barrichello tem nas mãos o melhor carro da F-1, assim como teve durante seis anos de Ferrari. Ou seja, durante metade de sua carreira esteve sentado no melhor carro e só tem dois vice-campeonatos porque nos dois anos em questão a Ferrari foi muito superior às demais. Nos anos em que outras equipes equilibraram a disputa, o Schumacher continuou conquistando ou disputando títulos enquanto Rubens não nos dava a mínima esperança de ver um piloto brasileiro campeão. Agora Button já aplica 4 a 0 no brasileiro. Na corrida que vem o problema será o pneu porque é preto e deveria ser branco, o travesseiro, a noite mal dormida, o clima espanhol, enfim, vamos aguardar a transmissão.

A corrida foi excelente na primeira parte e razoável na segunda metade. Massa não teve sorte ao tentar ultrapassar Rubinho e acabou espremido entre este e Raikkonen. Toque de corrida. A McLaren evoluiu e já passou a Ferrari que conseguiu faturar alguns pontinhos com o burocrático finlandês. Hamilton e Alonso continuam andando o que nos sabemos e Vettel fez uma boa corrida, aquém do que eu esperava, pois acreditava em sua vitória.

Então vamos para a fase européia.

sábado, 25 de abril de 2009

Está mais para o Vettel

Pelo tempo na classificação e pelo peso, levando-se em conta o piloto que é, estou acreditando até em mais uma vitória de Vettel. O alemão é o mais pesado dos sete primeiros e a Toyota está muito mais leve. Alonso fez um temporal e não está tão leve quanto se imaginava. Se conseguir sustentar na corrida o ritmo exibido no treino o espanhol pode surpreender. Lewis Hamilton andou muito e a McLaren já demonstra estar em vantagem relativamente à Ferrari. Massa vai ter que aguardar alguma coisa acontecer à sua frente. Se conseguir posições e se sustentar a ponto de chegar entre seis primeiros já terá grande mérito.

BARRICHELLO

O bicho está pegando na pista e o Barrichello está pensando em ir para o espaço com Niki Lauda. Que dupla! Que companhia! E por duzentos mil euros. Esqueceram de avisá-lo de que os OVNIs são mais rápidos que o Button.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Segundo Piloto

A cobrança sobre os segundos pilotos das equipes da F-1 tem sido imensa. Nos anos que se passaram, as grandes equipes, leia-se: Ferrari, Williams, Renault, McLaren, dominavam o circo e até davam preferência para ter um piloto principal e outro como escudeiro. É mais fácil dar atenção total a um piloto do que dividi-la entre dois pilotos Além disso, sempre tiveram mais condições para contar com os melhores e mais experientes. Entretanto, com a limitação de testes e a inversão que ocorreu na tabela, colocando as equipes pequenas como candidatas ao título, as grandes passaram a ter a necessidade de que os dois pilotos tenham forte desempenho nos treinos e nas corridas. Aliás, não somente as grandes, mas também as próprias ascendentes. Grandes pilotos que se encontravam nas pequenas equipes agora têm condições de levá-las até a uma disputa de título. Qual o reflexo dessa situação? Justamente a cobrança de que ambos tenham o mesmo desempenho ou performances muito próximas. A fórmula um de hoje não tem tempo para ensinar o caminho das pedras para ninguém. O piloto tem que chegar lá e acontecer e, os que lá estão também têm que mostrar que, além de experientes, são suficientemente rápidos para lá se manterem. Isso tudo pode levar a uma abertura de caminho para pilotos que buscam ascender à F-1. Pode ser então que esse panorama de circo fechado mude e dê lugar a um processo de oxigenação da categoria. Ou seja, se Button disputar o título e Barrichello não, este sai e dá lugar a outro. Se Alonso continuar andando muito mais que Piquet e este continuar sem demonstrar resultados, ocorrerá a mesma coisa O mesmo se diga em relação ao Nakajima, Bourdais, Fisichella, etc. Enfim, tudo isso associado à redução de gastos poderá conduzir a categoria a uma F-1 realmente dos melhores e não tanto dos que têm mais dinheiro. Assim, acredito muito na possibilidade de se abrirem, pelo menos, quatro ou cinco novas vagas de agora até 2010. Surgem, desde já, os nomes de Bruno Senna, Lucas Di Grassi, entre outros, como aspirantes a essas vagas. Se durante anos tivemos a F-1 do Schumacher, hoje ela é do Massa, do Alonso, Hamilton, Vettel, Kubica, Heidfeld, Rosberg, Glock, Buemi, Sutil e até do Button. Barrichelo e Raikonnen estão mais para o time do Fisichella (e o Coulthad é o técnico).

domingo, 19 de abril de 2009

Gp da China

Se há anos reclamávamos de falta de competitividade e domínio das grandes sem chances para as pequenas, agora a situação se inverteu. A corrida foi excelente, com muitas trocas de posições, ultrapassagens, rodadas, batidas, safety car, enfim, do jeito que o fã de automobilismo gosta.

SEBASTIAN VETTEL

Excepcional piloto! Se afirmei ter sido o Hamilton o destaque dos dois primeiros GPs, nesse não há discussão. Vettel foi preciso, constante, rápido, concentrado, sem erros. As pessoas sempre falam muito de Lewis Hamilton e sua trajetória meteórica, conquistando o título em sua segunda temporada. Lewis também é excepcional, extremamente rápido e combativo. Entretanto, ouso afirmar que se Vettel tivesse a mesma condição de Hamilton quando chegou à F-1, com um carro de ponta para disputar o título, ele já seria bicampeão. O alemão é tão rápido quanto Hamilton e aplica a sua combatividade de forma mais calculada, o que aumenta o seu êxito. O alemãozinho é um "Schumaquinho". Fará um brilhante campeonato e, caso o Adrian Newey acerte o projeto do Kers e do difusor double decker, o que é o mais provável, ele poderá ser a grande surpresa.

HAMILTON

Não ouçam as críticas do Galvão! É um apelo que faço. Hamilton erra por tenta e porque não se contenta. Passa por dentro, por fora e por onde tiver que passar. Ele faz a diferença e dá alegria aos GPs.

MASSA

Espetacular como disse. Diferentemente do seu companheiro Kimi que foi humilhado por Hamilton, Massa conquistou cada posição com precisão exemplar. Teria sido tão bom quanto Vettel se não tivesse ocorrido mais um problema com o carro. Não merece estar passando por essa situação.

RAIKKONEN

Do jeito que está será demitido no fim do ano Os "tifosi" devem estar querendo sua cabeça.

BARRICHELLO

Se isso... Se aquilo... Mais uma vez "tomou pau" do companheiro. Não fez nada, não tentou nada, enfim, o safety car entrou e o aproximou dos ponteiros e, mais uma vez, ele levou 20 segundos do Button. Total de 40 segundos. Não consigo mais torcer. Dezessete anos torcendo, rezando, pagando promessas e não tem santo que dê jeito. Dessa forma não consegue nem o vice.


NELSINHO

Agora está muito difícil. Ele realmente tenta, consegue ser rápido, mas desconcentra e erra. Button foi sondado por Briatore no fim do ano. Ou ocorre uma reviravolta radical ou a situação ficará insustentável.

FERRARI

A Ferrari continua errando e vai continuar errando, pois é o que tem acontecido há mais de dois anos. Se fizerem um carro novo e conseguirem algum resultado poderá ser tarde. Coitado do Felipe Massa na mão desses fanfarrões.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Mclaren

Enquanto isso a equipe inglesa vai testando e desenvolvendo o se difusor. De início, a melhora não foi aparente. Mas já é um sinal de que a McLaren já estava correndo atrás do prejuízo mesmo antes da decisão da FIA pela manutenção dos "double deckers".

O Kers da Ferrari

A Ferrari apostou na retirada do KERS para o GP da China. O sistema é pesado e, segundo a equipe, prejudica a estabilidade do carro. Aparentemente, a perda dos 80cv a mais por seis segundos a cada volta não afetou a velocidade final do carro que foi o mais veloz no primeiro treino. Resta saber se, numa reta daquele tamanho, essa cavalaria não fará falta na disputa por posições. A retirada do dispositivo, ponderando performances, está dando sinal de ter sido positiva, mas, ainda assim, a Ferrari está muito atrás.

Button X Barrichelo

A disputa já vai caminhando para um 3 a 0 à favor do inglês. Espero que Rubens se recupere o quanto antes para que não fique taxado como eterno vice, assim como uns times alvinegros que conheço (RS). Rubens foi duas vezes vice quando os carros da Ferrari eram absolutamente imbatíveis. Porém, jamais disputou um título na categoria Nos anos em que a Ferrari não tinha um carro tão superior, Schumacher disputou e venceu os campeonatos contra pilotos de equipes diversas, enquanto o brasileiro, com o mesmo carro, foi relegado ao papel de coadjuvante e jamais despontou. Barrichello então saiu da Ferrari e falou muito. Disse que Schumacher tinha tudo e ele nada. Mas ele jamais respondeu por que ele não foi vice nos outros quatro anos. Agora, com um equipamento vencedor e que certamente tem tudo para angariar o título, Barrichello mais uma vez está andando atrás de seu companheiro. Alguns podem afirmar: "o Rubinho foi muito melhor do que Button nos dois anos de Honda". Sim! Realmente foi. Mas será que Jenson Button não estava desmotivado? Enfim, o ano de 2009 poderá ter reflexos positivos ou negativos para a história de Barrichello na F-1 e, principalmente, para memória dos torcedores. Se for campeão, poderá mostrar para todos que ele sempre teve condições de disputar títulos e ser tão bom ou melhor do que seus companheiros caso tivesse uma atenção mais exclusiva. Porém, caso Button seja campeão na pista, a grande maioria vai dizer que Rubens é o piloto das desculpas e do ?se?. ?se isso...?; ?se aquilo...?. Se ele não precisa provar nada para si próprio, está será a última chance dele no crédito do torcedor brasileiro. Que ele não nos mate de decepção. Muita sorte e acelera Rubinho...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Nelsinho

Não havia necessidade de Nelsinho pedir desculpas ou, se é que fez como foi dito, de afirmar que é preterido na equipe em relação a Alonso. Isso tudo é muito óbvio. Qualquer um que acompanha a F-1 sabe que Alonso tem a preferência da equipe em relação a Piquet, assim como Hamilton em relação à Kovalainen, Rosberg em relação a Nakajima, etc. O pai de Nelsinho, o Nelson Piquet (tricampeão mundial), foi quase que alijado da Williams, em 86/87, por causa da preferência velada da equipe inglesa pelo inglês Nigel Mansell. Ainda assim foi campeão. O mesmo ocorreu com Barrichello e Schumacher. Isso não quer dizer que Nelsinho não tem méritos ou é um piloto ruim. Isso somente impõe ao brasileiro a carga de responsabilidade de, pelo menos, chegar logo atrás de Alonso. Assim, se o espanhol chegar em 6º, Piquet tem que chegar em 7º e, assim sendo, mostrar que, apesar de toda a falta de atenção da equipe, ele está ali, próximo de seu companheiro, pronto para superá-lo no mínimo erro que este cometer. Quando Nelsinho deixar de ser afobado e conseguir concentrar-se durante toda a corrida ele andará tanto quanto Alonso.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Chororô

As equipes que não possuem os polêmicos difusores já começaram a correr atrás do prejuízo. Estão atrasadas. Já deveriam estar elaborando tal dispositivo desde que descobriram que estão dentro do regulamento, ao invés de questioná-los ou criticá-los. A retirada dos difusores da Brawn, Toyota e RBR seria uma punição para a F-1.

Segundo Kimi Raikkonen a Ferrari tem problemas aerodinâmicos. Até o início da temporada não havia problema algum. Demoraram demais a despertar e, por último, foi convocada uma reunião pelo presidente Luca Di Montezemollo para que todos levassem mais um puxão de orelhas de forma que não ocorram novos erros. Entretanto, repito: desde a aposentadoria de Schumacher e Todt e a saída de Brawn, a Ferrari nunca mais foi a mesma. A Ferrari tinha o melhor equipamento e o melhor piloto e a melhor direção de equipe. Hoje conta com grandes pilotos, mas está acéfala. Os erros vêm sendo cometidos há duas temporadas e estão adentrando a terceira. Não confio no Stefano Domenicalli e ele não passa credibilidade a ninguém. Errar é humano, mas persistir nos erros é incompetência! Se a decisão sobre os pneus de Raikkonen foi mesmo de Schumacher, está aí mais uma prova de que não há mais aquele planejamento de início, meio e fim de corrida com apostas certeiras nos momentos de adversidade como ocorria nos tempos de Ross Brawn. Se este que é o ?Papa? da estratégia não tem inventado nada em sua equipe que tem o melhor carro e está vencendo. O que a Ferrari quer? Quer se achar, pois está perdida. Não tem um carro competitivo é quer inventar em busca de milagres. Acabou o tempo de domínio massacrante dos vermelhos. Os erros agora fazem muita diferença. Fizeram no ano passado e nesse ano farão mais ainda. Agora, pegar o Schumacher para Cristo é brincadeira. É preciso de profissionalismo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Lista do The Times

1. Jim Clark (Inglaterra)
2. Ayrton Senna (Brasil)
3. Michael Schumacher (Alemanha)
4. Alain Prost (França)
5. Jackie Stewart (Inglaterra)
6. Juan Manuel Fangio (Argentina)
7. Stirling Moss (Inglaterra)
8. Fernando Alonso (Espanha)
9. Nigel Mansell (Inglaterra)
10. Mika Hakkinen (Finlândia)
11. Alberto Ascari (Itália)
12. Graham Hill (Inglaterra)
13. Kimi Raikkonen (Finlândia)
14. Niki Lauda (Áustria)
15. Nelson Piquet (Brasil)
16. James Hunt (Inglaterra)
17. Jochen Rindt (Áustria)
18. Gilles Villeneuve (Canadá)
19. Jack Brabham (Austrália)
20. Lewis Hamilton (Inglaterra)

Está é a lista dos maiores pilotos da história da F-1 segundo o jornal inglês The Times. Apesar de achar que eles "puxaram a sardinha" um pouco para o lado deles, não acho injusto que Jim Clark ocupe a cabeça do ranking. Sem dúvida, ele Senna e Schumacher estão no mesmo pódio. Sempre existirão preferências por um ou por outro, mas dificilmente alguém os tirará de lá. Prost completava o pódio antes do alemão, disputando lugar com Fangio que, na minha humilde opinião merece estar na frente de Jackie Stewart (outro inglês). Alonso é um grande piloto, mas tem gente ainda acima dele. Agora digam-me: o que o Kimi Raikkonen está fazendo na lista? A lista perdeu toda a credibilidade. E o pior. Na frente de Lauda, Piquet, Villeneuve e até do Hamilton! Parem com isso. Aqui vai a minha lista um pouco alterada:

1. Jim Clark (Inglaterra)
2. Ayrton Senna (Brasil)
3. Michael Schumacher (Alemanha)
4. Alain Prost (França)
5. Juan Manuel Fangio (Argentina)
6. Niki Lauda (Austria)
7. Nélson Piquet (Brasil)
8. Jackie Stewart (Inglaterra)
9. Gilles Villeneuve (Canadá)
10. Nigel Mansell (Inglaterra)
11. Fernando Alonso (Espanha)
12. Lewis Hamilton (Inlaterra)
13. Alberto Ascari (Itália)
14. Graham Hill (Inglaterra)
15. Emerson Fittipaldi (Brasil)
16. Jack Brabham (Inglaterra)17. James Hunt (Inglaterra)
18. Jochen Rindt (Áustria)19. Felipe Massa
20. Damon Hill

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Prova

Como o companheiro Diego disse abaixo, a corrida foi mesmo espetacular do ponto de vista da disputa de posições. Mais uma vez o meu destaque positivo vai para Lewis Hamilton. Preciso, rápido e obstinado. Tem cabeça de campeão e conseguiu faturar mais alguns pontos com aquele carro sofrível.

A Ferrari acabou com a classificação de Felipe no sábado e quase fez o mesmo com Kimi. Porém, no domingo, com Kimi Raikkonen, caso tivesse colocado pneus slick no momento de sua parada ele teria que retornar aos boxes três voltas depois para trocá-los por pneus de chuva. A Ferrari então arriscou apostando na chuva para aquele momento. Se chovesse logo depois da troca, Raikkonen seria o grande beneficiado, pois não precisaria mais parar. Téo Jose jogou pedras na Ferrari em seu blog. Mas acho que, quanto ao Kimi, a Ferrari tentou o "pulo do gato" e não deu certo. Foi mais um erro sim, um aposta alta que custou caro. Mas acredito que quase tolerável apesar do retrospecto. "Faz parte". Difícil é aceitar o Stefano Domenicalli falando que o que ocorreu com a Ferrari é inaceitável. É um gozador! Parece discurso de um certo Governador sobre atuação de policiais quando algo dá errado e ele fala: ?são uns despreparados!? Despreparados por quem? Por ele mesmo! Se é ele quem administra (prepara) mal, a responsabilidade é dele.

Enquanto isso Brawn e Toyota vão despontando, principalmente a primeira. Os Williams andaram bem e, enfim, como dizem por aí, "a galera dos difusores está tirando onda".
Rubens Barrichello está lembrando seus tempos de Ferrari em que o Schumacher vencia com o melhor carro e ele, com o mesmo equipamento chegava em quinto. Tomou oito décimos do inglês no comparativo de voltas mais rápidas. Se ele continuar andando atrás de Button o alemão vai perguntar ironicamente: "vocês não acham que eu tinha razão"?

Nelson Piquet andou bem e teve mais sorte dessa vez. Não está sendo tão mais lento que Alonso. Tem acompanhado o ritmo do espanhol e até se comportado melhor durante a prova.

Massa vinha por ali e... acabou por ali mesmo.
Se os brasileiros não estão brilhando na F-1, Bruno Senna arrebentou em Le Mans. Ultrapassou quem tinha para ser ultrapassado e entregou o carro ao seu companheiro que somente se deu ao trabalho de administrar a corrida para faturarem o terceiro lugar no pódio.

As próximas duas semanas serão longas para as equipes que estão atrás, principalmente para Ferrari, McLaren e Renault.

domingo, 5 de abril de 2009

Que corrida... que chuva... !!!

Parece que os deuses da Fórmula 1 atenderam todas as preces dos últimos anos. Corrida com constantes trocas de posições, brigas intensas de curva a curva, e chuva, muita chuva. Logo de início, duelos em vários pontos da pista deixavam os coordenadores de imagens completamente alucinados, não sabiam o que mostrar, fico imaginando o delírio do público com duelos em todas as partes do circuito. E quando tudo parecia se acalmar, veio a grande protagonista da corrida: a chuva. Lembrou muito o gp da Europa de 2007 no qual um show de derrapagens quase resultou em um atropelamento do guindaste do circuito. Para nós, amantes da velocidade, nada como uma corrida com chuva, mas nem tanto, parecia mais uma regata de Volta ao Mundo do que um gp de fórmula 1. Acertaram em cheio em terminar a prova naquele momento da corrida.

Sobre a parte "seca" da prova, destaque para as grandes disputas protagonizadas por Rubinho, Alonso, Vettel, Glock, Webber, entre outros inúmeros pilotos que deram um verdadeiro show. Kubica teev um Gp para esquecer, parece que nada deu certo para o polonês. Barrichello fez uma excelente corrida, partiu pra cima e brigou por diversas posições, confesso que o 5º lugar foi pouco. Massa deu um tremendo azar, quando poderia ser a surpresa da prova, no momento de seu pit stop, a chuva começou a cair pena que até então de uma forma moderada, obrigando o piloto a outra parada um pouco mais a frente. Nelsinho apenas coadjuvou a corrida, sem muitas surpresas.

Muita coisa promete até o próximo Gp, na China. Sá espero que depois de tudo que ocorreu no Gp da Malásia, sirva de lição para que Bernie Eclestone revise os horários das corridas, afinal não é só na Europa em que se assiste Fórmula 1.

Grande Abraço a Todos


sábado, 4 de abril de 2009

Chuva ! Para com isso !

Gostaria de saber quem inventou que a chuva é melhor para a estratégia de Felipe Massa. Não vamos começar a viajar. Talvez seja bom para Barrichello que tem um excelente retrospecto quando a pista alaga. Mas não é o caso de Felipe. Temos que pensar em tempo com sol. A pista é ampla e dá pro Felipe recuperar posições apesar de ser o segundo carro mais pesado do grid (trinta e seis quilos mais pesado que o pole). Massa ficará mais tempo na pista depois da prepotente Ferrari achar que ainda é o que foi há cinco anos. Se novamente faltarem pontos no fim do ano, não se esqueçam deste erro. É apenas o segundo, pois já erraram feio na escolha dos pneus em Melbourne. E vamos contando os erros sentados. A não ser que a chuva aconteça depois dos ponteiros trocarem seus pneus e no momento em que Massa for para os boxes. Não custa nada profetizar, como fazem alguns...

Treino de Classificação na Malásia

Lembro como se fosse ontem, a segunda corrida de um estreante na Fórmula 1 de apenas 20 anos. No meio da prova uma batida forte entre 3 carros, entre eles o novato, bastou o incidente para que nosso "amado" locutor Galvão Bueno iniciasse suas críticas PESADAS ao jovem piloto. Dizia que o mesmo por sua falta de maturidade na categoria, poderia ocasionar em um acidente gravíssimo, esquecendo que por volta do ano 2000, a Fórmula 1 era disputada com um carro completamente controlado por bugigangas como controle de tração, "botãozinho de largada", controle de aceleração... Entre outras parafernálias. Mas enfim, anos se passaram e a jovem "bomba" daquela época acaba de fazer a sua segunda pole consecutiva.

O carro é bom ? Muito, mas melhor ainda é o seu piloto. Diversas vezes comentei com amigos sobre a falta de oportunidade com Jenson Button, e hoje em dia estamos diante de todo o talente que poderia ter passado em branco pela categoria máxima do automobilismo.

Agora falando sobre o treino, destaque para as Toyotas que continuam na cola da Brawn GP, Vettel e Kubica também não saem do retrovisor, uma pena que Rubinho tenha que perder 5 posições, mas ainda acredito num pódio. A Ferrari parece reviver o início de 2008, e agora ainda tem a cara dura de afirmar que a briga pelo título de 2008 atrasou o carro desse ano. Então esse ano a equipe vai esquecer a temporada 2009 para preparar o F2010 ??

Grande Abraço a Todos

Treinos Livres na Malásia

No primeiro treino não há muito que concluir. Não sabemos o propósito de cada equipe. Massa continua andando mais que Kimi e a Brawn demonstrando certa superioridade com Button. Não sabemos até onde vai o desempenho real dos Williams. Piquet andou melhor que Alonso até então e Hamilton conseguiu se intrometer entre as dobradinhas. Aguardaremos o próximo treino com a transmissão do Sportv e comentário do maior mestre em aerodinâmica que a F-1 jamais teve, maior que Adrian Newey e Patrick Head, maior até que o incrível Galvão, o grande Lito Cavalcante.

LITO 1

Em tempo: as "aletas" sobre o bico da RBR servem para direcionar o vento... Incrível! Jamais saberia isso se não fosse o incrível Lito, aquele que detecta problemas da aerodinâmica ao motor numa simples olhada para o monitor de TV. E eu que pensava que as "aletas" eram para enfeitar o carro. Alguém poderia me dizer para que serve o aerofólio?


LITO 2


Na semana passada eles (Lito e o narrador, acho que Sérgio) disseram que Vettel havia batido forte no primeiro treino de Melbourne. Através da imagem da câmera on board, Lito afirmou que a RBR então perdera o "bico". E Lito emendou afirmando que o prestígio de Vettel estava em declínio na RBR. Meu Deus! Logo depois apareceu a imagem da câmera externa e o carro estava inteirinho, sem qualquer avaria. Não houve acidente algum. E Vettel fez mais um corridaço no domingo! Declínio? Quase acabaram com a carreira do Vettel após uma "batida forte" que simplesmente não ocorreu. Assustador...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Punições

As punições, de um ano pra cá têm sido exageradas. Está certo que o Hamilton andou extrapolando nas freadas e fechadas no ano que passou. Porém, num início de temporada, apesar da mentira, não havia necessidade de excluí-lo do GP da Austrália.

Reavaliando o acidente entre Kubica e Vettel, pode-se até afirmar que este forçou um pouco a barra e deixou o carro soltar um pouco, atrasando a freada e espalhando pra dificultar a vida daquele. Mas entre dois pilotos arrojados, a decisão a ser tomada, em frações de segundo, dificilmente vai ser diferente. São pilotos de ponta, vencedores, que jamais admitem a derrota. Faz parte deles e isso que os faz diferenciados. Foi outra punição exagerada.

A FIA que colocar ordem é só foi acabar arrumando mais descontentamentos. Isso é F-1 ou brincadeira de carrossel ?

segunda-feira, 30 de março de 2009

Vettel

A punição de Vettel foi um exagero. Se o Kubica fizesse o mesmo com qualquer outro piloto o resultado não seria diferente. É física. A tendência é ser jogado para fora da curva. Força centrípeta. O Kubica quis pegar a preferência da segunda perna do "esse" e acabou acontecendo o toque. Toque de corrida e não proposital. Quem que, sendo ultrapassado por fora numa curva, não daria uma espalhada. Foi uma tentativa desnecessária do Polonês. Duvido que ele tentaria o mesmo com o Hamilton. Teria sido jogado na arquibancada. Foi toque de corrida e a punição foi exagero da FIA que sempre faz algo para estragar aquilo que tem tudo pra ficar cada vez melhor. Para melhor me entenderem, vejam o vídeo do Arnoux e Villeneauve no youtube.

domingo, 29 de março de 2009

Austália

Que corrida! Há muito tempo não vejo tantos carros de equipes diferentes disputando um lugar no pódio. Em 2004 eu cochilei várias vezes. Era um tédio ver o Schumacher indo embora e o Rubinho, único com carro para superá-lo, levando três décimos por volta. Mas agora foi muito diferente. E já era esperada a dobradinha da Brawn. Não da forma como ocorreu, mas era esperada. Button fez uma corrida irretocável e Barrichello teve problemas. Não sei qual a religião dele, mas se não é por culpa do Rubens, tecnicamente falando, ele deveria procurar um centro espírita para tomar uns passes, fazer um ebó ou quem sabe uma desobsessão. Quase trezentas corridas disputadas e em duzentas o "quase" esteve presente. Gosto do Barrichello e o acho um baita ser humano de elevado caráter. Como piloto tem muito feeling e muita sensibilidade. Mas algo acontece e lá vem o quase. Apesar disso ele fez uma boa prova e herdou o segundo posto após a briga dos bicudos, Vettel e Kubica (dois bicudos não se beijam). O Vettel, da RBR, nos mostrou que o problema da Renault não é motor, e sim, o carro. Alonso como sempre tirou água de pedra enquanto Nelsinho não teve cabeça para administrar os freios frios. E o Hamilton acabou ficando em terceiro com aquele carro horroroso após ter largado em antepenúltimo. Claro que devido à punição de Trulli, mas foi o melhor da prova. Enquanto isso os dois Ferrari não pontuaram. Massa andou muito bem e Kimi um pouco menos. Mas o que deu pra perceber é que eles têm que correr muito atrás de uma solução que os devolva a posição de primeira equipe. E vai ser difícil! No mais, fiquei feliz com a imagem de Button saindo de seu carro para abraçar Rubens como que não acredita ter saído do inferno para entrar no paraíso.



sábado, 28 de março de 2009

O Passado Serve de Lição

Mais uma vez iniciamos a temporada em Melbourne e, como não podia deixar de ser, fica a expectativa quanto à atuação de Felipe Massa. Conhecemos o Felipe dos GPS do Brasil e demais durante a temporada, mas não podemos deixar de lembrar o Felipe de Melbourne e Bahein dos últimos dois anos. É certo que ele está muito mais amadurecido e consistente. Entretanto, torço para que ele tenha aprendido a domar a ansiedade de início de campeonato e lembre-se de que qualquer ponto perdido poderá fazer falta no fim do ano. A meta é estar no pódio e pontuar. Se conseguir dez ponto é melhor ainda.

Desde 1982

Não me recordo de um início de temporada tão promissor para os fãs da F-1. Acredito que somente naqueles campeonatos da primeira metade da década de oitenta é que tínhamos quatro ou cinco equipes em condições de ganhar corridas. Confesso que a decepção ficou por conta das Ferrari. Esperava mais dos carros vermelhos, mas o que se viu foi um baile da Brawn GP, de Vettel com a Red Bull, Kubica com a BMW e Nico com a Williams. Entretanto, acredito que os três últimos, em ritmo de corrida, deverão ser superados pelas Ferrari. Digo isso porque os três fizeram o tempo mais no braço do que propriamente pelo equipamento. Basta observar a posição dos seus companheiros. Na corrida, também confio mais em Barrichello do que no Button. Assim, é possível que pinte por aí um pódio brasileiro com Rubens em primeiro e Massa em terceiro ou, quiçá, uma dobradinha que não vemos há 22 anos. As Ferrari ainda herdaram posições da desclassificada Toyota enquanto Alonso e Hamilton estão lá atrás. Esse campeonato tem tudo para ser um dos mais disputados da história.

Por último, não podemos deixar de consignar: oito décimos é um caminhão de distância. Se tudo correr bem, ninguém tira o pódio da Brawn. Vamos acreditar. Até as três da madruga.

quinta-feira, 26 de março de 2009

E O DI GRASSI?

Já há algum tempo, nas rodas de conversas sobre automobilismo, desde o surgimento de Hamilton na GP2 e sua ida para a F-1 venho ressaltando o nome de Lucas Di Grassi. Desde novo ele demonstra amadurecimento e consistência e, o melhor, é técnico e veloz. Infelizmente as oportunidades na F-1 não têm aparecido. O número de treinos diminuiu e com isso aumentou a importância de se ter na equipe um piloto experiente que acerte o carro no mais curto espaço de tempo. E aí ficam aquelas velhas múmias desmotivadas ocupando o lugar do sangue novo. É realmente um grande desperdício. Com isso, espero que ele se destaque muito e desequilibre na GP2 de forma a ser campeão com muita antecipação. Só assim a F-1 olhará para um jovem piloto sem nome forte ou muito dinheiro para investir. Além do mais, se Nelsinho não corresponder nesse ano a vaga de Lucas na Renault é quase garantida.



Por Marco Antônio